João Fanha em Entrevista
- ofuturoestu
- 20 de set. de 2020
- 2 min de leitura
João Fanha é um jogador, professor e árbitro reconhecido em qualquer uma destas vertentes e mais importante ainda, uma excelente pessoa. É um prazer começar com ele este espaço de entrevistas.

João, começaste há pouco um projecto novo com o fanhabridge.pt. como está a correr e que perspectivas tens para o futuro?
O site atraiu alguns alunos no inicio, quando fiz alguma publicidade. Entretanto, esgotei os meus horários e parei a publicidade. Tem servido para colocar os resultados online do Fred e os ao vivo. Tenho agora no jornal Público o Bridge na edição digital, jogável. Em Outubro, vamos ter também um quiz de leilão no mesmo jornal, digitalmente. Como está a correr? Eu tenho cada vez mais pessoas a pedir para ter aulas e não tenho mãos a medir. Dentro de em breve começarei a ter "live-workshops" online, para colmatar os que não conseguem estar nas turmas (de 4 ou 5). As minhas receitas cresceram cerca de 30% e os meus custos baixaram em 50% (não preciso de me deslocar de um lado para o outro, o intervalo entre cada aula é agora de 15 min e antes era de pelo menos de 1 h. O meu dia começa ás 10.00 da manhã e acaba ás 19:30. Não necessito de almoçar ou jantar fora. Tudo isto junto constitui uma grande poupança entre gasolina e refeições, para não falar no tempo).
Que perspectivas? O Bridge online veio a ter um peso muito grande na nossa vida. Isso não é mau, uma vez que em termos de projeção irá atrair muita gente nova para a modalidade. Espero que saibamos acolhê-los. Aulas online funciona muito bem, aliás bem melhor do que as presenciais porque conseguimos num mesmo espaço de tempo jogar mais jogos e analisar quer oralmente, quer por escrito (até as duas em simultâneo), tendo sempre a possibilidade de ir ao arquivo pessoal selecionar um ficheiro adequado para aquela questão que surgiu no momento. Acho que o Bridge em Portugal vai melhorar.

Jogas e dás aulas há muitos anos, porque achas que Portugal não se consegue assumir como uma nação bridgistica? O que pode ser feito para mudar essa realidade?
Quando tivermos mais festivais como o da Madeira, ou seja, quando nos internacionalizarmos mais, e quando se convidar os melhores a formar uma seleção, eu penso que as coisas poderão melhorar a olhos vistos.
Queres contar uma mão ou situação engraçada?
Nas aulas aparecem sempre situações engraçadas. Aquela que colocou toda a gente a rir durante mais de 10 min foi esta: já a cartear, e com cinco vazas feitas, alguém lançou a bomba: "Mas afinal quem é o morto?"
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